Abandono e maus-tratos a animais no Brasil: quantos sofrem em silêncio e por que denunciar é tão importante?
Todos os dias, cães e gatos são abandonados nas ruas, privados de alimentação, mantidos em condições inadequadas ou submetidos a agressões. Por trás de cada caso existe um animal que sente fome, medo, dor e necessidade de proteção.
Mas qual é a dimensão desse problema no Brasil? Quantos animais estão abandonados? Quantos casos de maus-tratos chegam às autoridades? E o que cada cidadão pode fazer para mudar essa realidade?
Neste artigo, reunimos estimativas sobre animais em situação de vulnerabilidade, dados de registros relacionados a maus-tratos nas unidades da Federação e orientações para denunciar e ajudar a proteger os animais.
Quantos animais estão abandonados no Brasil atualmente?
O abandono animal é um problema que envolve saúde pública, responsabilidade dos tutores, educação e proteção ambiental.
Segundo estimativas divulgadas pelo Instituto Pet Brasil, aproximadamente 4,8 milhões de cães e gatos estavam em situação de vulnerabilidade no país em 2024. Desse universo, cerca de 201 mil estavam sob os cuidados de ONGs e grupos de protetores independentes.
Outros levantamentos apresentam números diferentes, pois utilizam metodologias e definições próprias para abandono e vulnerabilidade. Por isso, não existe um único número que possa ser considerado o censo definitivo de todos os animais abandonados no Brasil.
Essas estimativas, apesar das diferenças, revelam a dimensão do desafio enfrentado por protetores, organizações, autoridades e pela sociedade.
O abandono pode ocorrer quando um tutor deixa o animal na rua, entrega-o sem os cuidados necessários ou deixa de fornecer condições básicas de alimentação, abrigo, saúde e segurança.
Abandonar um animal não é uma solução. Quando uma família enfrenta dificuldades para cuidar de um pet, deve procurar alternativas responsáveis, como orientação veterinária, apoio de organizações de proteção e encaminhamento para adoção consciente.
Quantas denúncias e registros de maus-tratos existem no Brasil?
Uma das maiores dificuldades para dimensionar o problema é a falta de uma base nacional única que reúna todas as denúncias recebidas pelas polícias, delegacias, órgãos ambientais, prefeituras e demais canais de atendimento.
Entretanto, um levantamento divulgado pelo Escavador apresenta dados de inquéritos e processos relacionados a maus-tratos contra animais entre 2023 e o início de 2026.
Os números nacionais divulgados foram:
- 2023: Aproximadamente 18.300
- 2024: Aproximadamente 20.000
- 2025: Aproximadamente 18.500
- Janeiro de 2026: 601 novos registros
Esses dados precisam ser interpretados com cuidado: inquéritos, processos judiciais e denúncias recebidas são registros diferentes. Portanto, os números não representam necessariamente todas as denúncias feitas pela população nem todos os crimes efetivamente ocorridos.
Também não se deve concluir que a diminuição entre 2024 e 2025 representa, por si só, uma redução dos maus-tratos. Variações podem estar relacionadas à formalização dos casos, à metodologia de coleta e ao andamento dos procedimentos.
Levantamento por estado: registros relacionados a maus-tratos contra animais
O levantamento atribuído ao Escavador apresenta uma distribuição por unidade da Federação, contemplando os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal.
"Os dados abrangem o período de 2023 ao início de 2026. A tabela abaixo reproduz os números divulgados e os identifica como registros relacionados a maus-tratos, e não como o total de denúncias recebidas pelos canais oficiais ou seja (não como uma contagem de todas as denúncias formais e não constituem uma série anual por estado)".
Unidade da Federação | Registros
O que esses números nos mostram?
São Paulo aparece na primeira posição do levantamento, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. A Bahia ocupa a quarta posição, enquanto Sergipe aparece em quinto lugar.
No entanto, é importante não interpretar automaticamente os estados com mais registros como aqueles onde necessariamente acontecem mais crimes. A quantidade pode ser influenciada pelo tamanho da população, pela estrutura das instituições, pela facilidade de acesso aos canais de denúncia e pela forma como os casos são registrados.
Da mesma maneira, um número menor não significa que determinada região esteja livre de abandono ou maus-tratos.
O levantamento é útil para chamar a atenção para a dimensão nacional do problema, mas não substitui estatísticas oficiais padronizadas de denúncias recebidas, investigações concluídas e condenações.
Como os números evoluíram nos últimos dez anos?
Entre 2016 e 2026, a proteção animal ganhou maior visibilidade pública e houve mudanças importantes na legislação. Entretanto, não há uma série nacional única e comparável que permita apresentar, com segurança, o número de animais abandonados e de denúncias formais para cada um dos dez anos.
Alguns marcos ajudam a compreender essa evolução:
2016 a 2019 — A necessidade de ampliar a conscientização
O abandono e os maus-tratos já representavam desafios para os municípios e para as organizações de proteção animal. A ausência de uma base nacional unificada dificultava acompanhar todos os casos e comparar os resultados entre estados.
2020 — Uma mudança importante na legislação
Foi sancionada a Lei nº 14.064/2020, que aumentou as penas para maus-tratos contra cães e gatos. A legislação prevê reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda, conforme as disposições legais aplicáveis.
2021 a 2022 — Continuidade do desafio da proteção animal
ONGs, protetores independentes e serviços públicos continuaram enfrentando a necessidade de acolher animais abandonados, atender casos de negligência e incentivar a adoção responsável. O acolhimento, porém, não representa o total de animais abandonados em cada ano.
2023 — Cerca de 18,3 mil registros relacionados a maus-tratos
O levantamento divulgado pelo Escavador apontou aproximadamente 18,3 mil registros naquele ano.
2024 — Cerca de 20 mil registros
O total divulgado subiu para aproximadamente 20 mil, um crescimento de cerca de 9,3% em relação a 2023.
2025 — Aproximadamente 18,5 mil registros
O levantamento indicou um volume menor que o de 2024, mas ainda elevado. Essa variação não permite afirmar, isoladamente, que os crimes diminuíram.
2026 — Registros continuam sendo identificados
Em janeiro de 2026, foram divulgados 601 novos registros relacionados a maus-tratos. Como esse número corresponde apenas a um mês, não deve ser comparado diretamente com os totais dos anos completos.
Esses dados reforçam a importância de aprimorar a coleta de informações, ampliar a fiscalização e garantir que as denúncias sejam encaminhadas aos órgãos competentes.
O que é considerado abandono ou maus-tratos?
Muitas pessoas imaginam que os maus-tratos acontecem somente quando um animal sofre agressão física. Na realidade, a violência também pode ocorrer por negligência ou omissão de cuidados.
Entre as situações que merecem atenção estão:
O artigo 32 da Lei nº 9.605/1998 trata dos crimes de abuso, maus-tratos, ferimento ou mutilação de animais. A Lei nº 14.064/2020 estabeleceu uma pena mais rigorosa quando o crime é praticado contra cães e gatos.
Por que registrar uma denúncia formal é tão importante?
Presenciar uma situação de crueldade e não comunicar o ocorrido pode permitir que o sofrimento continue sem intervenção.
Uma denúncia formal pode ajudar as autoridades a:
1. Identificar situações de risco
A comunicação permite que os órgãos responsáveis avaliem o caso e verifiquem se é necessária uma intervenção.
2. Reunir informações para uma investigação
Fotografias, vídeos, datas, endereços e relatos objetivos podem contribuir para esclarecer o que aconteceu, desde que sejam obtidos legalmente e com segurança.
3. Proteger o animal
Dependendo da situação, a atuação das autoridades pode possibilitar o resgate, o atendimento veterinário e outras medidas de proteção.
4. Responsabilizar quem comete o crime
O registro ajuda a documentar a ocorrência e pode contribuir para a investigação e a responsabilização legal do autor.
5. Melhorar as políticas públicas
Informações consistentes ajudam a identificar ocorrências recorrentes e a orientar a fiscalização, as campanhas educativas e os programas de proteção animal.
Uma denúncia não significa automaticamente que o crime foi comprovado. Ela permite que a suspeita seja comunicada e apurada pelos órgãos competentes.
Como denunciar abandono e maus-tratos no Brasil?
Se você presenciar ou tiver informações sobre uma possível situação de maus-tratos, procure um canal oficial.
Polícia Militar — 190: em situações de emergência ou quando o crime estiver acontecendo e houver necessidade de intervenção imediata.
Polícia Civil: registre a ocorrência em uma delegacia ou, quando disponível, em uma delegacia especializada em proteção animal ou crimes ambientais. Consulte os canais oficiais do seu estado para verificar se há possibilidade de registro eletrônico.
Ministério Público: pode receber comunicações sobre crimes e violações de direitos dos animais, conforme os canais e as atribuições de cada órgão.
Ibama — Linha Verde: para denúncias relacionadas à sua competência ambiental, o órgão disponibiliza o telefone gratuito 0800 061 8080 e informações no site oficial do Ibama.
Prefeitura e órgãos municipais de proteção animal: podem orientar sobre os canais locais de denúncia, fiscalização e atendimento.
O que informar ao fazer a denúncia?
Sempre que possível, forneça:
Se o canal permitir denúncias anônimas, verifique as regras para esse tipo de registro.
Como cada pessoa pode ajudar a diminuir o abandono?
Denunciar é fundamental, mas a prevenção também faz diferença.
Conclusão: uma denúncia pode ser o começo de uma nova vida
Os números disponíveis mostram que o Brasil ainda enfrenta um enorme desafio para garantir proteção e dignidade aos animais. Milhões de cães e gatos vivem em situação de vulnerabilidade, enquanto organizações e protetores tentam atender a uma demanda que supera seus recursos.
Os registros relacionados a maus-tratos nas 27 unidades da Federação demonstram a abrangência nacional do problema. Ao mesmo tempo, a falta de uma série histórica padronizada evidencia a necessidade de melhorar a coleta de dados, fortalecer a fiscalização e ampliar a transparência das informações públicas.
Não basta sentir tristeza ao ver um animal sofrendo. É preciso transformar a indignação em atitude.
Se você presenciar abandono ou maus-tratos, procure as autoridades e registre uma denúncia. Sua iniciativa pode ajudar a interromper uma situação de violência, contribuir para uma investigação e salvar uma vida.
Um animal não é um objeto descartável. Ele sente, sofre e depende dos seres humanos para receber proteção.
Pets & ‘Dicas’ — Informação que conscientiza, atitudes que protegem!
Compartilhe este artigo. Quanto mais pessoas souberem como reconhecer e denunciar os maus-tratos, maiores serão as oportunidades de proteger os animais e construir uma sociedade mais consciente e responsável.
- São Paulo (SP): 15.786
- Minas Gerais (MG):7.617
- Rio de Janeiro (RJ): 4.305
- Bahia (BA): 3.877
- Sergipe (SE): 2.474
- Pará (PA): 2.251
- Mato Grosso do Sul (MS): 2.226
- Distrito Federal (DF): 2.169
- Paraná (PR): 1.957
- Amazonas (AM): 1.942
- Santa Catarina (SC): 1.546
- Ceará (CE): 1.201
- Mato Grosso (MT): 1.175
- Alagoas (AL): 1.021
- Goiás (GO): 862
- Espírito Santo (ES): 853
- Paraíba (PB): 822
- Tocantins (TO): 811
- Pernambuco (PE): 733
- Rio Grande do Norte (RN): 670
- Acre (AC): 627
- Rio Grande do Sul (RS): 573
- Maranhão (MA): 568
- Piauí (PI): 436
- Rondônia (RO): 428
- Roraima (RR): 325
- Amapá (AP): 224
O que esses números nos mostram?
São Paulo aparece na primeira posição do levantamento, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. A Bahia ocupa a quarta posição, enquanto Sergipe aparece em quinto lugar.
No entanto, é importante não interpretar automaticamente os estados com mais registros como aqueles onde necessariamente acontecem mais crimes. A quantidade pode ser influenciada pelo tamanho da população, pela estrutura das instituições, pela facilidade de acesso aos canais de denúncia e pela forma como os casos são registrados.
Da mesma maneira, um número menor não significa que determinada região esteja livre de abandono ou maus-tratos.
O levantamento é útil para chamar a atenção para a dimensão nacional do problema, mas não substitui estatísticas oficiais padronizadas de denúncias recebidas, investigações concluídas e condenações.
Como os números evoluíram nos últimos dez anos?
Entre 2016 e 2026, a proteção animal ganhou maior visibilidade pública e houve mudanças importantes na legislação. Entretanto, não há uma série nacional única e comparável que permita apresentar, com segurança, o número de animais abandonados e de denúncias formais para cada um dos dez anos.
Alguns marcos ajudam a compreender essa evolução:
2016 a 2019 — A necessidade de ampliar a conscientização
O abandono e os maus-tratos já representavam desafios para os municípios e para as organizações de proteção animal. A ausência de uma base nacional unificada dificultava acompanhar todos os casos e comparar os resultados entre estados.
2020 — Uma mudança importante na legislação
Foi sancionada a Lei nº 14.064/2020, que aumentou as penas para maus-tratos contra cães e gatos. A legislação prevê reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda, conforme as disposições legais aplicáveis.
2021 a 2022 — Continuidade do desafio da proteção animal
ONGs, protetores independentes e serviços públicos continuaram enfrentando a necessidade de acolher animais abandonados, atender casos de negligência e incentivar a adoção responsável. O acolhimento, porém, não representa o total de animais abandonados em cada ano.
2023 — Cerca de 18,3 mil registros relacionados a maus-tratos
O levantamento divulgado pelo Escavador apontou aproximadamente 18,3 mil registros naquele ano.
2024 — Cerca de 20 mil registros
O total divulgado subiu para aproximadamente 20 mil, um crescimento de cerca de 9,3% em relação a 2023.
2025 — Aproximadamente 18,5 mil registros
O levantamento indicou um volume menor que o de 2024, mas ainda elevado. Essa variação não permite afirmar, isoladamente, que os crimes diminuíram.
2026 — Registros continuam sendo identificados
Em janeiro de 2026, foram divulgados 601 novos registros relacionados a maus-tratos. Como esse número corresponde apenas a um mês, não deve ser comparado diretamente com os totais dos anos completos.
Esses dados reforçam a importância de aprimorar a coleta de informações, ampliar a fiscalização e garantir que as denúncias sejam encaminhadas aos órgãos competentes.
O que é considerado abandono ou maus-tratos?
Muitas pessoas imaginam que os maus-tratos acontecem somente quando um animal sofre agressão física. Na realidade, a violência também pode ocorrer por negligência ou omissão de cuidados.
Entre as situações que merecem atenção estão:
- Abandonar cães e gatos em ruas, terrenos, estradas ou imóveis desocupados.
- Espancar, ferir, mutilar ou envenenar animais.
- Deixar um animal sem água, alimento ou atendimento veterinário necessário.
- Mantê-lo em ambiente insalubre, sem abrigo adequado ou em condições que comprometam seu bem-estar.
- Submeter animais a sofrimento, confinamento inadequado ou outras práticas de crueldade.
O artigo 32 da Lei nº 9.605/1998 trata dos crimes de abuso, maus-tratos, ferimento ou mutilação de animais. A Lei nº 14.064/2020 estabeleceu uma pena mais rigorosa quando o crime é praticado contra cães e gatos.
Por que registrar uma denúncia formal é tão importante?
Presenciar uma situação de crueldade e não comunicar o ocorrido pode permitir que o sofrimento continue sem intervenção.
Uma denúncia formal pode ajudar as autoridades a:
1. Identificar situações de risco
A comunicação permite que os órgãos responsáveis avaliem o caso e verifiquem se é necessária uma intervenção.
2. Reunir informações para uma investigação
Fotografias, vídeos, datas, endereços e relatos objetivos podem contribuir para esclarecer o que aconteceu, desde que sejam obtidos legalmente e com segurança.
3. Proteger o animal
Dependendo da situação, a atuação das autoridades pode possibilitar o resgate, o atendimento veterinário e outras medidas de proteção.
4. Responsabilizar quem comete o crime
O registro ajuda a documentar a ocorrência e pode contribuir para a investigação e a responsabilização legal do autor.
5. Melhorar as políticas públicas
Informações consistentes ajudam a identificar ocorrências recorrentes e a orientar a fiscalização, as campanhas educativas e os programas de proteção animal.
Uma denúncia não significa automaticamente que o crime foi comprovado. Ela permite que a suspeita seja comunicada e apurada pelos órgãos competentes.
Como denunciar abandono e maus-tratos no Brasil?
Se você presenciar ou tiver informações sobre uma possível situação de maus-tratos, procure um canal oficial.
Polícia Militar — 190: em situações de emergência ou quando o crime estiver acontecendo e houver necessidade de intervenção imediata.
Polícia Civil: registre a ocorrência em uma delegacia ou, quando disponível, em uma delegacia especializada em proteção animal ou crimes ambientais. Consulte os canais oficiais do seu estado para verificar se há possibilidade de registro eletrônico.
Ministério Público: pode receber comunicações sobre crimes e violações de direitos dos animais, conforme os canais e as atribuições de cada órgão.
Ibama — Linha Verde: para denúncias relacionadas à sua competência ambiental, o órgão disponibiliza o telefone gratuito 0800 061 8080 e informações no site oficial do Ibama.
Prefeitura e órgãos municipais de proteção animal: podem orientar sobre os canais locais de denúncia, fiscalização e atendimento.
O que informar ao fazer a denúncia?
Sempre que possível, forneça:
- Endereço ou localização exata da ocorrência.
- Data e horário aproximados.
- Descrição objetiva do que foi observado.
- Quantidade e espécie dos animais envolvidos.
- Fotografias ou vídeos obtidos legalmente, se houver.
- Informações sobre testemunhas ou ocorrências anteriores.
Se o canal permitir denúncias anônimas, verifique as regras para esse tipo de registro.
Como cada pessoa pode ajudar a diminuir o abandono?
Denunciar é fundamental, mas a prevenção também faz diferença.
- Adote com responsabilidade: considere os custos, o espaço, o tempo e os cuidados necessários antes de acolher um animal.
- Castre e identifique seu pet: a castração, quando indicada, e a identificação ajudam a prevenir ninhadas indesejadas e facilitam a recuperação de animais perdidos.
- Apoie protetores e ONGs: doações de alimentos, medicamentos, serviços e trabalho voluntário podem ajudar a manter os resgates.
- Compartilhe campanhas educativas: informação de qualidade incentiva a guarda responsável e a adoção consciente.
- Não ignore uma suspeita de violência: procure o canal competente e permita que o caso seja apurado.
Conclusão: uma denúncia pode ser o começo de uma nova vida
Os números disponíveis mostram que o Brasil ainda enfrenta um enorme desafio para garantir proteção e dignidade aos animais. Milhões de cães e gatos vivem em situação de vulnerabilidade, enquanto organizações e protetores tentam atender a uma demanda que supera seus recursos.
Os registros relacionados a maus-tratos nas 27 unidades da Federação demonstram a abrangência nacional do problema. Ao mesmo tempo, a falta de uma série histórica padronizada evidencia a necessidade de melhorar a coleta de dados, fortalecer a fiscalização e ampliar a transparência das informações públicas.
Não basta sentir tristeza ao ver um animal sofrendo. É preciso transformar a indignação em atitude.
Se você presenciar abandono ou maus-tratos, procure as autoridades e registre uma denúncia. Sua iniciativa pode ajudar a interromper uma situação de violência, contribuir para uma investigação e salvar uma vida.
Um animal não é um objeto descartável. Ele sente, sofre e depende dos seres humanos para receber proteção.
Pets & ‘Dicas’ — Informação que conscientiza, atitudes que protegem!
Compartilhe este artigo. Quanto mais pessoas souberem como reconhecer e denunciar os maus-tratos, maiores serão as oportunidades de proteger os animais e construir uma sociedade mais consciente e responsável.






